Aroldo Pedrosa
No comecinho do mês de dezembro de 2009, quando realizei, no SESC Amapá Centro, o show-manifesto Tropicália na Linha do Equador (foram três apresentações em 2009), nasceu a ideia do projeto DESDE QUE O SAMBA É SAMBA É ASSIM – show musical contando um pouco da história do samba, a partir de clássicos que compõem e enriquecem o Universo da Música Popular Brasileira. Clássicos como “A Ordem é Samba” (Jackson do Pandeiro / Severino Ramos), “Disritmia” (Martinho da Vila), “Essa Menina” (Vinicius de Moraes / Toquinho), “Festa Imodesta” (Caetano Veloso), “Pra Ver as Meninas” (Paulinho da Viola), “Vai Passar” (Chico Buarque / Francis Hime) e “Incompatibilidade de Gênios” (João Bosco/ Aldir Blanc), entre outros, cujo repertório está anexo a este projeto.
Cantar um pouco desse universo me
vem pela história que o Amapá tem com a cultura negra. Afinal, o batuque e o
marabaixo são as nossas mais nobres e expressivas manifestações culturais e - o
que é mais importante – são oriundas também da mãe-África, tendo, portanto,
irmandade com o samba. E foi buscando e encontrando explicações para a origem
de tudo isso que aumentou mais ainda o meu entusiasmo de produzir DESDE QUE O
SAMBA É SAMBA É ASSIM.
O Amapá tem tradição de samba.
Basta ver agremiações carnavalescas como Boêmios do Laguinho e Maracatu da
Favela, que já ultrapassam meio século de fundação. Quando o inesquecível
carnavalesco Joãosinho Trinta veio ao Amapá, em fins dos anos 1990 a convite do
governo do estado para a festa de inauguração do Sambódromo, ele observou isso.
São 15 anos só da era Sambódromo, e agora o Carnaval Amapaense ganha do atual
governo a Cidade do Samba – evidentemente que esse revezamento se dá pelo fato
da Beija-Flor de Nilópolis ter conquistado o bicampeonato do Carnaval do Rio de
Janeiro de 2008 com o enredo “Macapaba, Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao
Meio do Mundo”, valorizando mais ainda o carnaval do meio do mundo. Então é visando
ampliar cada vez mais a ressonância da nobreza do nosso samba que nasce DESDE
QUE O SAMBA É SAMBA É ASSIM. E para executá-lo convoquei os maiores músicos do
Amapá para compor a banda base:
Zé
Maria Cruz: direção musical e violão
Israel
Cardoso: guitarra
Taronga:
baixo
Dilean
Monper: teclados
Coca: bateria
Marcos Martins: percussão
Coca: bateria
Marcos Martins: percussão
Metais:
Ronaldo Gomes: trompete
Eder
Rodrigues: trombone
Aritiene Dias: Sax
Beck-vocal:
Mayara
Braga
Beliza
Alfaia
Flávia
Rudah
E para que o show tenha caráter coletivo e seja mais dinâmico, convidei artistas como Cléverson Baía, Adail Júnior, Ingrid Sato, Mayara Braga, Belisa Alfaia e Flávia Rudah para interpretarem comigo alguns dos clássicos selecionados e sambas que também compus ao longo desses anos como “Último Enredo”, “Carnaval das Águas no Lugar da Chuva” e o “Carnaval da Tropicália do Pererê”. A atriz Rosa Rente é convidada para fazermos, juntos, a poesia que emana do samba.
Mas não é só isso. Para o encerramento pensei numa
coisa apoteótica como pede, naturalmente, a efervescência do samba. DESDE QUE O
SAMBA É SAMBA É ASSIM vai ter uma sequência de sambas-enredos campeões que,
para garantir a boa qualidade na execução e interpretação dos mesmos, chamei (o
samba - como diria o Paulinho da Viola – chama) a banda base da bateria da
LIESA. Esta é convidada mais que especial.
É esta, portanto, a minha proposta para saudar o samba, a História
do Samba no Carnaval Amapaense 2012.
ROTEIRO MUSICAL
01-SAMBA
PA TI
Carlos
Santana
02-ONDE O RIO
É MAIS BAIANO
Caetano
Veloso
03-CHARLES,
ANJO 45
Jorge
Ben
04-A ORDEM É
SAMBA
Jackson
do Pandeiro / Severino Ramos
05-DISRITMIA
Martinho
da Vila
06-FESTA IMODESTA
Caetano Veloso
07-PARA VER AS
MENINAS
Paulinho
da Viola
08-ESSA MENINA
Vinicius
de Moraes / Toquinho
09-INCOMPATIBILIDADE
DE GÊNIOS
João
Bosco / Aldir Blanc
10-MERDA
Caetano
Veloso
11-ÚLTIMO
ENREDO
Aroldo Pedrosa / Joel Elias
12-NÃO DEIXE O
SAMBA MORRER
Edson
/ Aluísio
13-VAI PASSAR
Chico
Buarque / Francis Hime
14-ATRÁS DA
VERDE-E-ROSA SÓ NÃO VAI QUEM JÁ MORREU
David
Corrêa / Paulinho Carvalho / Carlos Sena / Bira Ponto
15-CARNAVAL DA
TROPICÁLIA DO PERERÊ
Aroldo
Pedrosa / Cléverson Baía
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