E íris
cor de mel / Uma mulher / Uma beleza / Que me aconteceu... É assim o início
da letra de “Tigresa”, de Caetano Veloso. A beleza plástica da modelo amapaense
Tarsila Helen traduz muito bem a canção tropicalista de Caetano, que foi
composta em homenagem a atriz Sônia Braga. A modelo – veja que coisa
mais linda mais cheia de graça -, em 2002, foi eleita a mais bela negra do Amapá em
evento realizado no Centro de Cultura Negra. Depois desse título ela
foi para a Grécia trabalhar nas passarelas, por culpa naturalmente desses seus encantos.
Tarsila bem que poderia ser a nossa tigresa no Baile da Tropicália. Vamos ver
se a gente consegue encontrar a felina por aí nesse carnaval. Quem souber do paradeiro
dela, é só escrever para o Pererê. Enquanto isso, Caetano canta: Esfregando
a pele de ouro marrom / Do seu corpo contra o meu / Me falou que o mal é bom e
o bem cruel...
sábado, 28 de janeiro de 2012
ZUENIR VENTURA E O TROPICALISMO
Quando o tropicalismo
completou 40 anos, em junho de 2008, o jornalista e escritor Zuenir Ventura,
autor do livro “1968 – o ano que não terminou”, em entrevista a revista ISTOÉ, deu o seguinte depoimento sobre a
Tropicália:
“Aquela geração continua atuante e influente. Chico, Caetano, Bethânia, Milton, Gil. É uma geração matriz, com prestígio. A tropicália é nosso último movimento cultural importante, enquanto pessoas na mesma direção, com mesmas idéias, padrões, valores estéticos. Não tivemos mais nada parecido. O principal da tropicália foi acabar com o populismo, o engajamento cultural com viés demagógico, falando em nome da nacionalidade, dos valores pátrios. Rompe com a visão do povo ingênuo que precisa de ajuda. A peça mais tropicalista foi Roda viva, que o Zé Celso Martinez Correa transformou em teatro de agressão. Ele espremia um fígado e espirrava sangue na platéia, achava que deveria agredir o público, não agradá-lo. O tropicalismo deu liberdade à cultura”.
“Aquela geração continua atuante e influente. Chico, Caetano, Bethânia, Milton, Gil. É uma geração matriz, com prestígio. A tropicália é nosso último movimento cultural importante, enquanto pessoas na mesma direção, com mesmas idéias, padrões, valores estéticos. Não tivemos mais nada parecido. O principal da tropicália foi acabar com o populismo, o engajamento cultural com viés demagógico, falando em nome da nacionalidade, dos valores pátrios. Rompe com a visão do povo ingênuo que precisa de ajuda. A peça mais tropicalista foi Roda viva, que o Zé Celso Martinez Correa transformou em teatro de agressão. Ele espremia um fígado e espirrava sangue na platéia, achava que deveria agredir o público, não agradá-lo. O tropicalismo deu liberdade à cultura”.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
ADQUIRA JÁ SEU ABADÁ DO PERERÊ
Os abadás para o último Grito de Carnaval (desfile no Sambódromo), já estão disponíveis para comercialização nos seguintes postos de venda: TITA Sport Wear, Insul-Films, Secretaria da AABB e no prédio comercial situado à Rua General Rondon, 1467 - Sala 04 (bem ao lado do Colégio Amapaense).
Mais informações pelos celulares : 9154-9900 e 8133-5569. Adquira já seu abadá antes que acabe.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
PRIMEIRO ARRASTÃO DO BLOCO PERERÊ
Aconteceu
no último domingo - 22.01.2012 -, o primeiro arrastão do bloco Saci Pererê. O
presidente, alguns integrantes e simpatizantes do bloco subiram no
trio-elétrico com destino à Praça do Coco. No trajeto, a animação e irreverência
dos brincantes no trio-elétrico chamaram a atenção dos que passavam pelas ruas
e avenidas da cidade. Ao chegar à Praça do Coco foi uma festa só - todos caíram
na graça da música tema, cantando o refrão: Pererê!
Pererê! / Cê tá pensando o quê!? / Pererê! Pererê! / Cê tá pensando o quê!?...
A animação foi contagiante. Houve sorteio de abadás, fazendo da primeira
domingueira do Pererê um grande sucesso. Abaixo as demais fotos do arrastão
carnavalesco. Esse um que tá aí na horizontal - tu sabes! - é o maluco beleza do Gino Vinil.
sábado, 21 de janeiro de 2012
PRA TOCAR NO CARNAVAL DA BAHIA TAMBÉM
A
canção tema do bloco Saci Pererê – Carnaval da Tropicália do Pererê – vai voar
para o berço da Tropicália, ou seja, vai para Salvador-BA. A ideia é enviar o CD
com a canção ao músico amapaense Rudney, guitarrista da banda que acompanha a
cantora Ivete Sangalo. Aliás, não só Ivete Sangalo, Rudney é músico requisitado
pra tocar em várias bandas baianas porque é considerado um dos maiores
guitarristas da axé-music. E é na mão dele que o nosso CD vai pousar. Daí se
você ouvir nosso frevo-axé tocar nos trios elétricos da Bahia nesse Carnaval,
não se surpreenda porque a Tropicália – tema escolhido pelo Pererê - hoje é simplesmente
do mundo.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
CANTA LUÍZA...
Tá todo mundo cantando o “Carnaval da Tropicália do Pererê”, inclusive a Luiza aí que já voltou do Canadá. Canta Luíza, canta...
Pererê! Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
PERERÊ HOMENAGEIA JORNALISTA MELLO
O presidente Sidney
Peixinho, do bloco Saci Pererê esteve na quinta-feira 19, no jornal e rádio FM Diário do Amapá, para fazer a entrega do
troféu ao jornalista e radialista Luiz Mello, pelo apoio a nossa entidade
carnavalesca durante essas quatro décadas de existência, através – é claro – de
seus veículos de comunicação. Uma homenagem nada mais do que justa a Luiz Mello.
CARNAVAL 2012 NA AABB TEM PERERÊ
Cronograma 2012
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Data
15, 22 e 29 de Janeiro
|
Programação
Domingueira
|
DIA: 28 de Janeiro
|
1º Grito de Carnaval
|
DIA 03
de Fevereiro
DIA 05
de Fevereiro
DIA 12
de Fevereiro
DIA 18
de Fevereiro
DIA 19
de Fevereiro
DIA 20
de Fevereiro
|
Baile da Tropicália
Domingueira
Festival do Chopp
Baile das Máscaras
Baile Infantil
Último Grito de Carnaval
|
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
A FESTA DO PERERÊ 40 ANOS NA AABB
Jantar Cultural Carnavalesco em comemoração aos 40 anos do bloco Saci Pererê,
realizado na última sexta-feira, 13 , no malocão da AABB. Premiação
aos homenageados da noite: todos aqueles que fizeram parte dos 40 anos do bloco
- um dos mais antigos de Macapá. As fotos falam por si só do evento histórico. A banda Vanguarda Amazônica mandou ver, levando clássicos do samba como: "Onde o Rio é mais baiano" e "Festa imodesta", de Caetano Veloso, "Essa menina", de Vinicius de Moraes e Toquinho, "Disritmia", do grande Martinho da Vila e "Incompatibilidade de gênios", de João Bosco e Aldir Blanc. Foi, sem dúvida, uma festa para entrar nos compêndios da história do bloco. Acompanhe, abaixo, as fotos que registram a premiação.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
ABRAM ALAS PRO PERERÊ DA TROPICÁLIA
“E assim se passaram 40 anos...” e o Pererê, bloco
carnavalesco nascido com a missão de espalhar alegria, está com cara de dois
garotões de 20! E se tivessem se passado 80? O Pererê é tão gaiato, que era
capaz de aparentar ser dois quarentões muito sarados, sem risco coronário, que
ainda come pipoca doce e anda na roda gigante, e tem experiência suficiente pra
investir no marketing pessoal. Pois o Pererê é quarentão, e não venha ninguém
dizer que a juventude se foi, pois um quarentão hoje em dia tem passe de alto
valor no mercado. Como se não bastasse o Pererê ser bonitão e ter poderes até
na carapuça, ainda é do signo da Tropicália! Quando nasceu, não era um anjo
torto, mas sempre foi gauche na vida, um tipo que perdeu a perna jogando
capoeira, mas que vive longe de confusão. Que inspirou canção de Villa-Lobos e
que passeia pela literatura, pelo cinema e pela televisão. Falando sério: como
é que alguém vai perder a perna jogando capoeira? Só mesmo sendo o Saci
Pererê.
Nada
foi capaz também de calar o grito do Saci Pererê, “que ele livre-solto é mais
que demais bonito”. E naqueles tempos de dura clandestinidade e doce
tropicalismo, o bloco começou a ser chamado para animar bailes de carnaval de
salão. Era uma época em que os salões do Círculo Militar, da Assembleia
Amapaense, do Esporte Clube Macapá e do Santana Esporte Clube reuniam a nata da
sociedade em festas que ficaram para a história do carnaval amapaense.
No
ano de 1972, o bloco Saci Pererê nasceu como um grito de resistência ao regime
que impunha a força do chumbo sobre a cabeça dos brasileiros. Pobre povo, que
era tão livre e teve que se curvar diante do poder dos coturnos... Mas não o
Pererê, que ousou nascer cantando a liberdade e mostrando que no poder da
carapuça estava a verdadeira arte de viver. Quando o Pererê saiu às ruas pela
primeira vez, com seus foliões vestidos de sarongues coloridos, com os rostos
pintados como os Secos & Molhados e protegidos por um círculo de cordas, as
palavras de ordem eram a liberdade e a alegria. Mais do que a Banda – o mais
antigo bloco de sujos de Macapá – naquele primeiro dia o Pererê já arrebatou
corações e foi seguido por estudantes, artistas e intelectuais de famílias
tradicionais da capital do Estado, gente que conhecia os perigos de se mostrar
avesso à política que dominava o país.
Mas
a resistência ao regime não era a única inspiração do Pererê. A mola propulsora de sua energia era o movimento
tropicalista, surgido sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e
da cultura pop brasileira e estrangeira, e que misturou manifestações
tradicionais da cultura brasileira a outras estéticas. A Tropicália foi
decisiva na mudança de comportamento pelo país afora no início dos anos 1970. O
movimento teve manifestações artísticas diversas, na música, nas artes
plásticas, no cinema e no teatro. Era mais uma voz que se erguia contra o
regime militar.
Se
hoje o bloco Saci Pererê, em cujo batistério consta a graça de Associação
Recreativa Carnavalesca Bloco Saci Pererê, canta o Carnaval da Tropicália do
Pererê 40 anos, é porque, segundo o compositor Aroldo Pedrosa “não existe no Brasil ninguém mais tropicalista do que
nós, macapaenses, que nascemos sobre a Linha do Equador. Ou seja, neste ponto
equidistante entre o trópico de Capricórnio e o trópico de Câncer.”
Nestas
quatro décadas de existência o bloco conservou suas raízes tropicalistas e fez
história com enredos polêmicos como a CPI do Pererê e participação de ilustres
filhos da terra, como João Henrique, Sidney Peixinho, Fernando Canto, Sidou e Chico Miccione, Gúdi e Beto Lacerda, Haroldo Cabral, Marcelo Dias e Zoth Cavalcante, entre outros. Embora tenha ficado afastado do carnaval por
cerca de 20 anos, o bloco Pererê jamais se afastou do coração de seus foliões,
que agora resgatam sua história e sua disposição de brincar o carnaval no
melhor estilo dos blocos de rua.
A
questão fundamental é que neste momento em que o Pererê completa 40 anos e
reverencia a Tropicália, ele se reinventa, pensa através dos meandros da
alegria, tem maturidade de quarentão e energia de Peter Pan, é tão moderno que
já tem blog e facebook, já descobriu os benefícios da troca da quantidade pela
qualidade e deixou de ser folclore para ser um portador da arte de ser feliz
nas ruas serpentinadas do carnaval de Macapá.
Abram
alas que aí vem a intrépida trupe do Saci Pererê, este ser de prosopopéias,
lúdico, transcendental, vestido de parangolé!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
TROPICALISTAS POR EXCELÊNCIA
Não existe no Brasil ninguém mais tropicalista do que nós,
macapaenses, que nascemos sobre a Linha do Equador. Ou seja, neste ponto
equidistante entre o trópico de Capricórnio e o trópico de Câncer.
Aroldo Pedrosa
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
FESTA DOS 40 ANOS
Acontece nesta sexta-feira, 13, a partir das 21 horas, na sede da
AABB, o jantar comemorativo dos 40 anos do bloco Saci Pererê. No evento, o
lançamento da música tema, Carnaval da Tropicália do Pererê, com a banda
Vanguarda Amazônica, que relembrará os grandes clássicos do movimento da
Tropicália e sambas que construíram (e continuam a construir - tijolo com tijolo num desenho lógico)
a maior música popular do planeta.
O Pererê está de berço. Vamos niná-lo logo mais à noite? Já que...
O Pererê está de berço. Vamos niná-lo logo mais à noite? Já que...
A noite é criança e o samba é menino
E a dor é tão velha que pode morrer
Olê-olê, olê-olá...
E a dor é tão velha que pode morrer
Olê-olê, olê-olá...
CARNAVAL DA TROPICÁLIA DO PERERÊ 40 ANOS
Letra: Aroldo Pedrosa
Música: Cléverson Baía
Foi
nos duros tempos da clandestinidade
Nos
anos de chumbo, que pintou no centro da cidade
O
bloco mais alegre, guardião da nossa liberdade
Reprimida
por aquela gente estúpida dos quartéis
Eram
tempos difíceis e abomináveis aqueles
De
perseguição política aos menestréis
E
à manifestação vanguardista dos parangolés
E
nós, foliões da floresta do meio do mundo,
Inspirados
no moleque saci tropicalista amazônico,
Meio
Secos & Molhados no Maracatu Atômico
A
fazer explodir nosso grito-manifesto de protesto por aí...
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê!?
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
E
não tente calar nosso grito
Que
ele livre-solto é mais que demais bonito, porque...
É
proibido proibir
É
proibido proibir
É
proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!
E
assim se passaram quarenta anos
O
Brasil daquela gente má se libertou
E
a intrépida trupe do Pererê voltou
Só
pra cantar Gil e Caetano, baby!
A
Tropicália dos Doces Bárbaros baianos
Sob
o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob
o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob
o Sol do Equador...
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
Então
venha repetir com a nossa trupe esse grito
Que
ele num só coro é mais que demais bonito, porque...
É
proibido proibir
É
proibido proibir
É
proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!
BLOCO SACI PERERÊ É QUARENTÃO
Em 2012, o bloco Pererê – Associação Recreativa e
Carnavalesca Bloco Saci Pererê – está completando 40 anos. Para festejar a
data, a agremiação organiza um jantar comemorativo carnavalesco que vai reunir
sócios, fundadores e a sociedade simpatizante do Pererê. Será um momento para
homenagear os fundadores do bloco e lançar o CD com a música tema para a quadra
momesca: Carnaval da Tropicália do Pererê 40 anos, uma composição dos músicos
Aroldo Pedrosa e Cléverson Baía, com produção musical do maestro Manoel
Cordeiro.
Surgido no final da década de 1960 e
início dos anos 1970, em pleno momento tropicalista nas artes, na cultura e na
política brasileira, o Pererê tem muita história pra contar. Sua criação foi
uma espécie de resistência no difícil período da ditadura, quando poucas
pessoas tinham a coragem de cantar a liberdade. De lá pra cá, e ao longo dos
carnavais, o Pererê levou para as ruas muitos temas polêmicos e engraçados. Um deles
foi a CPI do Pererê, no a no de 2000.
A partir desta sexta-feira, 13 de
janeiro, quando acontecerá o jantar comemorativo carnavalesco, na sede da AABB,
o bloco Pererê estará realizando suas domingueiras tropicalistas semanalmente,
na praça da Bandeira, a partir das 16 horas, com trio elétrico e muita
animação.
O jantar comemorativo dos 40 anos terá
a apresentação da banda Vanguarda Amazônica, cantando sambas e o Carnaval da
Tropicália do Pererê 40 anos, da banda Mini Box Lunar, além das cantoras Juliele, Mayara Braga, Rebeca Braga, Belisa Alfaia e Flávia. Toda a decoração do
evento será tropicalista, com exposição de quadros reproduzidos do livro
Tropicália ou Panis et Circensis, de Ana de Oliveira. A festa de aniversário do
Pererê se inicia às 21 horas.
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