quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CARNAVAL DA TROPICÁLIA DO PERERÊ 40 ANOS


Letra: Aroldo Pedrosa  
Música: Cléverson Baía

Foi nos duros tempos da clandestinidade
Nos anos de chumbo, que pintou no centro da cidade
O bloco mais alegre, guardião da nossa liberdade
Reprimida por aquela gente estúpida dos quartéis

Eram tempos difíceis e abomináveis aqueles
De perseguição política aos menestréis
E à manifestação vanguardista dos parangolés

E nós, foliões da floresta do meio do mundo,
Inspirados no moleque saci tropicalista amazônico,
Meio Secos & Molhados no Maracatu Atômico   
A fazer explodir nosso grito-manifesto de protesto por aí...

Pererê! Pererê!
Cê tá pensando o quê!?
Pererê! Pererê!
Cê tá pensando o quê?!

E não tente calar nosso grito
Que ele livre-solto é mais que demais bonito, porque...

É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!

E assim se passaram quarenta anos
O Brasil daquela gente má se libertou
E a intrépida trupe do Pererê voltou
Só pra cantar Gil e Caetano, baby!
A Tropicália dos Doces Bárbaros baianos
Sob o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob o Sol do Equador...

Pererê! Pererê!
Cê tá pensando o quê?!
Pererê! Pererê!
Cê tá pensando o quê?!

Então venha repetir com a nossa trupe esse grito
Que ele num só coro é mais que demais bonito, porque...

É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!  

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