Letra: Aroldo Pedrosa
Música: Cléverson Baía
Foi
nos duros tempos da clandestinidade
Nos
anos de chumbo, que pintou no centro da cidade
O
bloco mais alegre, guardião da nossa liberdade
Reprimida
por aquela gente estúpida dos quartéis
Eram
tempos difíceis e abomináveis aqueles
De
perseguição política aos menestréis
E
à manifestação vanguardista dos parangolés
E
nós, foliões da floresta do meio do mundo,
Inspirados
no moleque saci tropicalista amazônico,
Meio
Secos & Molhados no Maracatu Atômico
A
fazer explodir nosso grito-manifesto de protesto por aí...
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê!?
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
E
não tente calar nosso grito
Que
ele livre-solto é mais que demais bonito, porque...
É
proibido proibir
É
proibido proibir
É
proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!
E
assim se passaram quarenta anos
O
Brasil daquela gente má se libertou
E
a intrépida trupe do Pererê voltou
Só
pra cantar Gil e Caetano, baby!
A
Tropicália dos Doces Bárbaros baianos
Sob
o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob
o Sol do Equador, ô, ô, ô...
Sob
o Sol do Equador...
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
Pererê!
Pererê!
Cê
tá pensando o quê?!
Então
venha repetir com a nossa trupe esse grito
Que
ele num só coro é mais que demais bonito, porque...
É
proibido proibir
É
proibido proibir
É
proibido proibir o Carnaval da Tropicália do Pererê!
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