sábado, 28 de janeiro de 2012

ZUENIR VENTURA E O TROPICALISMO


Quando o tropicalismo completou 40 anos, em junho de 2008, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor do livro “1968 – o ano que não terminou”, em entrevista a revista ISTOÉ, deu o seguinte depoimento sobre a Tropicália: 
“Aquela geração continua atuante e influente. Chico, Caetano, Bethânia, Milton, Gil. É uma geração matriz, com prestígio. A tropicália é nosso último movimento cultural importante, enquanto pessoas na mesma direção, com mesmas idéias, padrões, valores estéticos. Não tivemos mais nada parecido. O principal da tropicália foi acabar com o populismo, o engajamento cultural com viés demagógico, falando em nome da nacionalidade, dos valores pátrios. Rompe com a visão do povo ingênuo que precisa de ajuda. A peça mais tropicalista foi Roda viva, que o Zé Celso Martinez Correa transformou em teatro de agressão. Ele espremia um fígado e espirrava sangue na platéia, achava que deveria agredir o público, não agradá-lo. O tropicalismo deu liberdade à cultura”.

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